O Efeito Manada

O ser humano existe há três milhões de anos, um longo período para o fortalecimento de sua alma e espírito; agora o tempo se aproxima do final, o balanço mostra que a alma não se desenvolveu, nem o espírito. O cérebro dos seres humanos se desconectou da alma, gerando a frieza intelectiva que está ameaçando destruir tudo que foi construído em bases falsas. Muitas pessoas só conseguem ter melhor visão da vida quando ficam velhas. Não precisariam amadurecer para reconhecer o dom da vida, e que todos são peregrinos em busca da Luz da Verdade; bastaria o querer.

O cenário atual criado não agrada. Faltam grupos coesos em torno de propósitos voltados para o bem, algo diferente do efeito manada irracional das massas no qual a humanidade está se transformando. O efeito “manada” é irracional e perigoso. As pessoas deveriam ter buscado um ideal realizável como o aprimoramento da própria espécie para evoluir de forma contínua; mas, apegada às ninharias da vida, a humanidade só tem produzido destruição. A coesão deve estar no querer do coração e na força de vontade de cada um para se destinar aos propósitos nobres.

O grande agregador dos seres humanos tem de estar fundamentado num ideal voltado para a finalidade da vida, ou seja, em construir, beneficiar e embelezar o mundo para promover a melhora geral continuada, fato que nunca se deu com unanimidade, inclusive entre os pesquisadores da vida; daí ter surgido a civilização sem amanhã, na qual os seres humanos não aproveitam o precioso tempo que dispõem, gerando, como resultado, um futuro decadente que, no limite, poderá conduzir à autodestruição.

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