Na vida material, os bens terrenos não devem ser desvalorizados, desde que o ser humano não se agarre a eles como a finalidade de sua vida. A grande pobreza da humanidade é a espiritual. Dela decorre a miséria material. O Criador é um só. A despeito do que dizem as religiões criadas pelos homens, as leis divinas da Criação atuam independentemente das barreiras das teorias de forma igual para todos os seres humanos, que podem tomar decisões livremente, mas terão de colher tudo o que semearem.
Diante das restrições dos seres humanos, Jesus explicou o funcionamento das leis da Criação através de parábolas, pois dessa forma seria mais fácil serem rememoradas; mas o essencial foi esquecido e modificado.
A depreciação dos bens terrenos, na crença de que ricos não vão para o céu, é um conceito errado criado pelos seres humanos. Essa não foi a intenção do conselho dado por Jesus Cristo ao jovem rico numa passagem bíblica.
Não foi uma recomendação de caráter geral, mas para o jovem rico que estava totalmente dominado pela riqueza e com o coração enrijecido. Jesus não falava contra a riqueza em si; ele e seus familiares não eram pobres, e deram prosseguimento às atividades da oficina do carpinteiro José, recebendo várias encomendas, desfrutando de bom padrão de vida.